Mais vale prevenir
Um destes dias recebi no meu email um daqueles reenvios que trazia anexo um ficheiro de power point com o sugestivo título: como capturar os porcos selvagens.
Confesso que só o li depois de o recuperar na lixeira. Não queria ficar com a consciência pesada por não tomar consciência de mais um atentado…
Nos vários slides, os primeiros eram dedicados a uma exaustiva explicação técnica de captura dos animais.
Numa determinada área, com umas determinadas condições, a um compasso determinado de tempo, espalhavam-se naquele território quilos milho. Os selvagens, ao primeiro dia, chegaram-se a medo. Ao segundo, mais descontraídos e ao terceiro… já colocaram uma parede de madeira. Desconfiaram um bocadito, mas… passado algum tempo era como se não estivesse lá! E foi assim, de tal forma, que ao longo de alguns dias conseguiram colocar várias paredes que formaram uma cerca e deixaram apenas uma porta para entrarem, tendo-os encerrado dentro daquele espaço. Ainda que tenham estranhado ter de entrar pela porta, habituados que estavam ao milho fácil, os selvagens não hesitaram em comer o milho e, claro, ficaram encarcerados.
Os slides finais faziam o paralelismo entre a vara apanhada na cerca sem o menor o esforço e o povo encarcerado nas fáceis promessas dos políticos, que oferecem tudo!...
Bem… É certo que, de facto, as demagogias políticas têm um preço. É certo que, tal como dizia lavoisier, nada se perde tudo se transforma. Do mesmo modo que milho fácil prende porcos, ou ofertas políticas tem custos de movimentação ou de liberdade (sejam eles mais ou menos visíveis), o certo é que também os animais se podem enraivecer derrubando a cerca, ou políticos escorraçados… desmontando-lhes a carapaça!!! O problema maior é que, para que esta situação aconteça, é necessário um estado de fome tal que leve ao enfurecimento do mais débil dos animais. Por essa razão, o melhor não é não comer o milho fácil, mas antes não o aceitar no mesmo sitio… o que em politica quer dizer, de X em X anos mudem os distribuidores…
Mais vale prevenir do que remediar!
Fonte: imediato